Poty aposta na venda direta de seu novo álbum “Homens & Mundos”

Compositor gaúcho lança “Homens & Mundos” fora das plataformas de streaming

Uma relação in box com os ouvintes. É isso que o compositor Poty busca no lançamento de seu segundo álbum, “Homens & Mundos“. Para isso, está recebendo o contato de cada um que deseja escutar a nova safra de canções afiadas, repletas de letras críticas e sonoridades experimentais, muito calcadas nos gêneros rock, indie e folk.

Homens & Mundos” (2022, 1 Selo) mantém suas letras diretas, maior característica do compositor, que reflete sobre o tempo que vive, um presente que lembra a ficção, conforme canta em “Inversão“. Também observa o espaço que vive: “Engarrafar a mente fode o lugar/ É Redenção com grades dentro de nós” (O incrível truque da mente sem gravidade).

O álbum foi gravado no Estúdio 4’33 em Porto Alegre e conta com participações especiais, como as de Carlinhos Carneiro, Erick Endres e Paola Kirst. No repertório, parcerias com outros compositores da sua geração: Jortácio, Pedro Borghetti, João Salazar e Ian Ramil.

Entre canções folk e baladas rock, muita crítica ao sistema capitalista (“O capital polui o ar pra dizer quais sonhos podem respirar” – Prejuízo) e à política brasileira (“Pessoas moram nas ruas/ Passando frio e calor/ Passando fome na chuva/ Pão que o mercado amassou” – O inferno é aqui). Os arranjos de Homens & Mundos partem das invenções do produtor Fu_k The Zeitgeist, com guitarras e sintetizadores, ecoando uma atmosfera distópica, de sonoridades ruidosas, lo-fi e nostálgicas. Noutras psicodélicas, sempre com a base instrumental de Lorenzo Flach, Bruno Neves e Brenno Di Napoli.

Natural de Jaguarão, Poty começou a despontar na cena da capital gaúcha ao integrar o coletivo Escuta o Som do Compositor, que promoveu uma série de encontros em diversos palcos, entre 2012 e 2014. Sua estreia discográfica aconteceu em “Percepção” (2018, Escápula Records), produzido por Guilherme Ceron e Ian Ramil. Também já lançou o disco “OBSP” (2019, Graxaim/Pedra Redonda) com o quarteto de cantautores Ortácio, Borghetti, Salazar & Poty, que rodou o estado naquele ano fazendo shows.

Poty não tem previsão de lançamento do novo álbum nas plataformas de streaming. Foi uma opção de vendê-lo diretamente para o público, de forma a obter um retorno financeiro da produção, próximo do que ocorria nos tempos da mídia física. Pelas redes sociais, vende o disco digital e recebe o feedback imediato. É possível adquiri-lo em três pacotes diferentes, que dão acesso a materiais como artes gráficas da capa e faixas extras. Para todas, garante-se a escuta do álbum na íntegra e abre-se um canal de contato.

SOBRE O ARTISTA:

Músico, cantor e compositor nascido em Jaguarão (RS), Poty faz parte do coletivo Escuta – O Som do Compositor e atua na cena porto-alegrense há mais de cinco anos. Já se apresentou com João Ortácio e Ian Ramil e com a banda Apanhador Só. Faz parte também do grupo OBS&P com Jortacio, Pedro Borghetti, João Salazar.

Poty tem um trabalho influenciado por várias vertentes musicais, mas com um viés mais folk-rock. As músicas do show são inspiradas em situações corriqueiras, “que evoluem para um universo maior”, e falam também de diferentes concepções de casa, como o casulo que forma o cenário – “casa primordial de muitos seres e metáfora constante”.

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