Lucifer – Lucifer III (Um Metal por Dia)

Lucifer – Lucifer III

O inquieto Nicke Andersson, que já foi baterista do Entombed e é frontman do The Hellacopters, é quem dá as cartas no Lucifer.

A banda, que está em atividade desde 2014, aos poucos vai conquistando o seu espaço, com uma sonoridade bastante retrô e que aproxima Heavy Metal, Hard Rock, Doom Metal e Stoner Rock.

O terceiro trabalho de estúdio dos caras, “Lucifer III’, chegou às plataformas de streaming no final de março e pode ser considerado, tranquilamente, o registro mais interessante e visceral do conjunto.

Tendo a cantora Johanna Sadonis como a sua principal estrela, o grupo buscou várias referências dos anos 70 para criar um álbum que muito lembra o Black Sabbath, mas sem toda aquela aura sombria e obscura.

Com uma produção intencionalmente crua, o disco não se perde em malabarismos típicos do Rock Progressivo, focando em composições vibrantes e de muito bom gosto.

Os riffs bem elaborados, as melodias intensas e os refrãos de potencial radiofônico dão o norte em “Ghosts“, “Midnight Phantom“, “Lucifer” e “Pacific Blues“, faixas que não tentam enfeitar e aparecem bem alinhadas à proposta artística do Lucifer, mais básica.

Tirando o pé sempre que o peso parece ditar o caminho, “Coffin Fever” e “Flanked By Snakes” são outros dois exemplos de como o quinteto sueco-germânico adicionou uma grande dose de criatividade a um repertório que, desde o primeiro momento, salienta que é possível fazer um som de qualidade com simplicidade.

Bem-recebido pela crítica especializada, “Lucifer III” chegou ao mercado brasileiro via Hellion Records, em uma edição de colecionador, com um pôster de brinde.

Um disco rápido, de pouco mais de meia hora, que agrada até mesmo os ouvidos dos mais puristas e exigentes.





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