Morbid Angel – Altar of Madness (Um Metal por Dia)

Morbid Angel – Altar of Madness

O Morbid Angel não precisou de muito tempo para se firmar entre os maiores nomes do Death Metal

O grupo norte-americano, que fez parte daquela cena emblemática da Flórida, conquistou o seu espaço já com o debut “Altar of Madness”, em 1989.

Gravado no Morrisound Studios ao lado do produtor britânico Dig Pearson (também proprietário do selo Earache Records), o registro dimensiona muito bem a fúria e a técnica de David Vincent (vocal e baixo), Trey Azagthoth e Richard Brunelle (guitarras) e Pete Sandoval (bateria). Indo do black ao speed metal, “Altar of Madness” conquistou o status de clássico ao longo do tempo, mostrando que o metal extremo poderia ganhar um contorno mais complexo sem perder nada da sua essência.

Com canções rápidas e muito bem lapidadas, as letras satânicas e a aura macabra do disco impressionaram muita gente, ao ponto de servir de influência para quase todas as bandas que surgiram na Noruega, no começo da década seguinte. O Morbid Angel, que preferiu não adotar aqui o mesmo direcionamento ríspido e urgente do Cannibal Corpse do Obituary, acabou deixando a marca da sua personalidade nas 10 faixas que compõem a obra.

Brutal e bem amarrado dentro da sua proposta, “Altar of Madness” é – antes de qualquer coisa – o resultado prático de um grupo que sempre quis chegar ao seu limite. Com um tracklist de poucas variações, os melhores momentos do disco são as faixas “Immortal Rites”, “Suffocation”, “Maze of Torment” e “Chapel of Ghouls”. o álbum, que nunca saiu em cd no Brasil, ganhou em 1991 uma pioneira edição em vinil, pelas mãos da Rock Brigade Records. Hoje um raro item de colecionador.




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