The Doors – L.A. Woman (Um Metal por Dia)

The Doors – L.A. Woman

O The Doors, que já era um dos nomes mais cultuados do cenário rock’n’roll, sequer imaginava o que passaria em 1971, três meses depois de “L.A. Woman” chegar às lojas

O álbum, que chegou a ser considerado uma das melhores obras da banda, também é o registro que marca a despedida do vocalista Jim Morrison, que morreu após uma overdose de heroína.

Mais vibrante que os seus antecessores, “L.A. Woman” foi gravado no estúdio particular da banda, em Los Angeles, e demorou apenas dois meses para ficar pronto. O The Doors, que abriu mão do experimentalismo que contornou boa parte dos seus discos anteriores, reassumiu aqui a sua vertente blues rock, com alguns toques de southern rock. Com destaque para as atuações de Ray Manzarek (teclado) e de Robby Krieger (guitarra), assim como do emblemático frontman do quarteto, “L.A. Woman” vendeu mais de duas milhões de cópias nos Estados Unidos e teve esse desempenho comercial magnífico impulsionado pelo single “Riders of The Storm”, que tocou incansavelmente nas rádios da América do Norte e da Europa.

Além desse megahit, “The Changeling”, “Been Down so Long”, “L.A. Woman”, “Hyacinth House”, “Crawling King Snake” e “The Wasp” são os outros destaques do álbum, que ainda passeia um pouco pelo rock psicodélico, pelo jazz e pelo folk, sem que isso cause alguma estranheza ou que rompa com a sua uniformidade. Reunindo quatro músicos muito técnicos e que sempre se empenharam em transgredir os padrões conservadores da época, o The Doors fez de “L.A. Woman” uma prévia da ruptura que a década de 70 traria para o Rock’n Roll. O disco é autêntico, agradável e está muito bem posicionado na lista dos álbuns mais importantes de todos os tempos da revista Rolling Stone.




Sobre o autor