Voivod – Killing Technology (Um Metal por Dia)

Voivod – Killing Technology

O Voivod começou a traçar um caminho próprio dentro do thrash metal em 1987, quando o seu terceiro trabalho de estúdio chegou às lojas

Killing Technology”, que foi gravado em apenas duas semanas no Music Labs Studios de Berlim, é o primeiro registro da banda a incorporar elementos do metal progressivo, ficando um pouco distante do hardcore/crossover do seminal “War and Pain”, de 1984.

Snake (vocal), Piggy (guitarra), Blacky (baixo) e Away (bateria), ao lado do renomado produtor Harris Johns (Gravedigger e Kreator), criaram aqui um repertório intenso e potente, que deu uma nova amplitude ao gênero disseminado, principalmente, na Bay Area de São Francisco.

O heavy metal tradicional à lá NWBOHM, a essência punk e a vontade de dar um toque experimental às composições são os três vértices do disco, que só evidenciou a personalidade, a criatividade e a coragem do Voivod, que não se importou em quebrar as regras e sair da zona do conforto.

Os riffs enérgicos, a vibe levemente obscura, as batidas velozes de Away e a performance rasgada de Snake ao microfone conduzem a obra do início ao final. Apesar da pegada crua e do seu direcionamento bastante direto, os melhores momentos do álbum são as faixas “Killing Technology”, “Overreaction”, “To Scared to Scream”, “Forgotten in Space”, “Ravenous Medicine”, “This Is Not an Exercise” e “Cockroaches”.

Com 60 mil cópias vendidas ao redor do planeta, um feito e tanto para uma banda que recém-promovida da improvável cena underground canadense, “Killing Technology” é um marco na carreira do Voivod, que abriu as portas para aquela sonoridade extremamente particular que a banda daria vida nos seguintes (e também imprescindíveis) “Dimension Hatross” (1988) e “Nothingface” (1989).




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