Votum – :Ktonik: (Um Metal por Dia)

Votum – :Ktonik:

A cena Heavy Metal da Polônia não se restringe somente ao metal extremo do Vader e do Behemoth

Apesar de pouco conhecido para além da Europa, o Votum é um dos nomes mais promissores do metal progressivo contemporâneo. O grupo, que iniciou a sua trajetória em 2002, já tem quatro trabalhos de estúdio lançados até o momento.

:Ktonik:“, que chegou às plataformas de streaming em 2016, é a obra mais recente do sexteto de Varsóvia, que chama a atenção por conta da sua sonoridade rebuscada e livre de amarras. Pouco afeito aos rótulos, o grupo passou apenas dois meses ao lado do jovem produtor Tony Lindgren (um dos discípulos de Jens Bogren) para gravar as nove composições que fazem parte do álbum.

Dando vazão à uma boa quantidade de riffs pesados, o Votum se aproveita dos andamentos densos e dos momentos melancólicos para construir a sua própria identidade dentro do gênero. A banda, que não parece preocupada em dar uma pegada maia agressiva a “:Ktonik:“, acabou criando aqui um disco recheado de detalhes instrumentais, mudanças de ritmo e com viés emotivo bastante acentuado, para ser digerido aos poucos.

Executado de forma brilhante, o disco também não se apega às composições extensas, típicas do estilo, para mostrar que o metal progressivo pode ser ágil e dinâmico, sem sobras ou momentos de pura mesmice virtuosa. As intensas “Satellite“, “Simulacra” e “Vertical” fazem um interessante contraponto com as cadenciadas “Spiral“, “Blackened Tree” e “Horizontal“, algumas das faixas mais envolventes do registro.

Com uma proposta bastante clara de ir na contramão do Dream Theater e do Fates Warning, o Votum tem trilhado o seu caminho com competência e propondo um novo paradigma para a música pesada, mesmo que ainda tenha apenas 20 mil ouvintes mensais no Spotify.




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