Edguy – Mandrake (Um Metal por Dia)

Edguy – Mandrake

O Edguy, que já era um dos principais representantes do powermetal quando os discos “Vain Glory Opera” (1998) e “Theater of Salvation” (1999) chegaram às lojas, se tornou um verdadeiro ícone do gênero assim que “Mandrake” foi lançado, em 2001

Distribuído no brasil pela Rock Brigade Records, o quinto item da discografia da banda germânica é extremamente consistente, ao ponto de ser considerado pela Loudwire um dos 20 melhores álbuns de todos os tempos do estilo. Tobias Sammet’s (vocal), Jens Ludwig e Dirk Sauer (guitarras), Tobias Exxel (baixo) e Felix Bohnke (bateria), que viviam o seu auge criativo na época, precisaram apenas de uma curta temporada no Rhoen Studios para gravar as dez composições do material, todas velozes e melódicas.

Com uma sonoridade inspirada e bem lapidada, recheada com riffs pesados e refrãos grandiosos, o Edguy impressionou os seus fãs ao criar um repertório bem variado e que absorve diferentes influências, indo do hard rock ao metal progressivo com muita desenvoltura.

Aclamado pela crítica especializada do mundo inteiro, “Mandrake” não é um disco repetitivo e ainda proporcionou ao grupo a sua primeira turnê pelo nosso país, com quatro datas realizadas por aqui.

As canções, apesar de não trazerem nenhuma novidade para o power metal, acertaram ao reproduzir as melhores fórmulas do gênero. Empolgantes e envolventes, “Tears of Mandrake“, “Golden Dawn“, “Nailed to The Wheel“, “The Pharaoh“, “Fallen Angels“, “Painting on The Wall” e “Save Us Now” são os melhores momentos do registro, todas com uma vibe bem alto-astral e com uma performance irreparável de Tobias Sammet’s ao microfone.

Se “Mandrake” atingiu posições apenas razoáveis nos charts da Europa, a representatividade e a importância da obra para o mundo metálico é bem expressiva. O Edguy, depois de “Hellfire Club” (2004), nunca mais conseguiu o repetir o desempenho alcançado aqui.




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