Avec Tristesse – Ravishing Beauty (Um Metal por Dia)

Avec Tristesse – Ravishing Beauty

Apesar de ter permanecido apenas dez anos em atividade, os cariocas do Avec Tristesse deixaram o seu legado para o metal brasileiro

O grupo, que sempre buscou trilhar o seu próprio caminho no cenário underground, misturando Black Metal, Doom, Progressivo e Gothic Metal, chegou a lançar três discos, sendo dois deles pela gravadora Hellion Records.

O trabalho de estreia da banda, intitulado “Ravishing Beauty“, chegou às lojas no final de 2002 e mostra muito bem como Pedro Salles (vocal e guitarra), Alexander Woden (guitarra), Rafael Gama (baixo), Bruno Campbell (teclado) e Nathan Thrall (bateria) conseguiram permanecer inertes ao calor do Rio de Janeiro para criar um repertório melancólico e gelado. com um instrumental maduro e extremamente sofisticado, o debut do Avec Tristesse colecionou reviews positivos na época e chama a atenção por unir, de forma primorosa, melodias arrastadas, solos belíssimos e muita agressividade.

Produzido pela própria banda, “Ravishing Beauty” é um registro dinâmico, que conta com apenas quatro faixas e três interlúdios. Indo do piano e dos elementos orquestrais ao vocal gutural e desesperador de Salles, o quinteto elaborou aqui uma pequena sequência de canções longas, diversificadas e cheias de camadas. Com aquela aura sombria dos maiores representantes do Dark Metal escandinavo, o Avec Tristesse deu um toque bastante particular a um gênero que condensa uma quantidade impressionante de referências, da música clássica à literatura francesa.

As intensas “She, the Lust” e “In Vain I Cry” e a depressiva “Pean” são os principais destaques de um disco que não é repetitivo e que soma 30 minutos de duração. Todos que curtirem a pegada obscura e a riqueza de detalhes de “Ravishing Beauty” podem procurar nas plataformas de streaming “How Innocence Dies” (2004) e o derradeiro “Lose & Control” (2013).




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