Evile – Five Serpent’s Teeth (Um Metal por Dia)

Evile – Five Serpent’s Teeth

Com quase duas décadas de história, o Evile é mais um representante da “nova” safra do Thrash Metal mundial

O grupo britânico, que aposta numa sonoridade old school e cheias de nuances modernas do groove metal, soltou em 2011 o seu terceiro trabalho de estúdio, chamado “Five Serpent’s Teeth”.

O registro, que foi produzido brilhantemente por Russ Russell (Napalm Death e Dimmu Borgir), teve uma repercussão tão boa que, por muito pouco, não foi parar no top 100 dos charts ingleses – um feito e tanto para uma banda do underground.

Muito bem-recebido pela imprensa especializada, o disco ganhou notas altíssimas de publicações como a Kerrang Magazine e a Metal Hammer, chamando a atenção de veículos do mainstream pouco afeitos ao heavy metal, como a Q Magazine.

Privilegiando os riffs concisos da dupla Matt Drake e Ol Drake, o álbum ainda abre um bom espaço para solos atraentes e para uma cozinha bem técnica, conduzida por Joel Graham (baixo) e Ben Carter (bateria). Se o Evile até pode lembrar o Metallica da fase “Kill ‘em All” (1983) e “Ride the Lightning” (1984), o quarteto de Huddersfield soube encontrar a sua própria identidade aqui, em meio a canções quase sempre rápidas e viscerais.

Five Serpent’s Teeth”, “Cult”, “Eternal Empire”, “Origin of Oblivion”, “Centurion”, “Descent Into Madness” e “Longe Live New Flesh” são os principais destaques do material, que também tem os seus momentos mais densos e calcados no Stoner, mostrando que o grupo não fica só preso na década de 80. Se em 2021 o Evile conseguiu chamar a atenção de muita gente com o repertório de “Hell Unleashed”, a discografia antiga da banda certamente pode ser mais explorada, sobretudo nas plataformas de streaming.




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