Portrait – At One With None (Um Metal por Dia)

Portrait – At One With None

Com uma trajetória ainda modesta, o Portrait soltou no último mês de setembro o seu quinto trabalho de estúdio, chamado “At One with None”

O quarteto sueco, que tem números pouco expressivos nas plataformas de streaming, executa um Heavy Metal tradicional bastante calcado no Doom Metal, com aquela aura assustadora e macabra que tornou o Mercyful Fate – e o vocalista King Diamond – celebrados no mundo inteiro.

Lançado com o suporte da gravadora Metal Blade Records, “At One with None” se baseia nos riffs intensos de Christian Lindell e na performance cheia de nuances teatrais de Per Lengstedt, tranquilamente as duas referências técnicas da banda – que não pode ser confundida com o seu “quase” homônimo brasileiro e/ou norte-americano.

Colecionado reviews elogiosos de portais do calibre do Sonic Perspectives e do Blabbermouth, o grupo não teve pressa dentro do estúdio para construir um repertório rico em detalhes, que privilegia composições quase sempre extensas e com diversas mudanças de andamento. A destreza técnica dos seus integrantes, a criatividade do time de compositores liderado por Lindell e o desejo trazer aquelas referências Old School para dentro do metal contemporâneo são as principais características do álbum, que ainda consegue criar alguns momentos atmosféricos para narrar as histórias de terror das suas letras e diversas texturas supercondizentes com a sua proposta artística.

At One with None”, “Curtains (the Dump Supper)”, “He Who Stands”, “Shadowless” e “The Gallow’s Crossing” são os principais destaques da obra, que é marcada por melodias fortes, encorpadas e diferente de quase tudo que você vai encontrar pela new wave of traditional heavy metal.

Com talento e dedicação, o Portrait pode ter dado aqui o primeiro passo para se tornar conhecido em todo o planeta.




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