Eminence – Dark Echoes (Um Metal por Dia)

Eminence – Dark Echoes

O Eminence, um dos nomes mais longevos do metal nacional, acabou de soltar o seu o quinto trabalho de estúdio

Dark Echoes”, que está sendo distribuído pela Blood Blast e que foi produzido pelo dinamarquês Tue Madsen (Meshuggah e Heaven Shall Burn), dá uma nova amplitude à sonoridade do quarteto mineiro.

Absorvendo referências modernas do Death Metal melódico e do Groove Metal, o grupo criou aquele que pode ser considerado o seu melhor álbum até hoje. Os riffs fortes de Alan Wallace, a performance versátil e intensa do vocalista Bruno Paraguay e a cozinha superbem encaixada formada pelo baixista Davidson Mainart e pelo baterista Alexandre Oliveira dão o tom do repertório, que ainda ganhou bastante com as participações especiais de Bjorn “speed” Strid (Soilwork), Jean Patton (Project 46) e do improvável Márcio Buzelin (Jota Quest).

Com um instrumental agressivo e brilhantemente lapidado por quem entende bastante do riscado, “Dark Echoes” varia entre a velocidade do metal extremo e os andamentos mais cadenciados/obscuros do metal contemporâneo, numa sequência de 12 canções ágeis e dinâmicas, que juntas somam apenas 39 minutos. Vibrante do início ao final, o registro tem tudo para estar em todas as listas dos melhores discos de 2021, sobretudo pelo desempenho do Eminence em faixas como “Dark Echoes”, “Burn It Again” (com uma vibe raivosa sensacional), “Byog”, “Wake up The Blind” e “Into the Ashes”.

A banda, que evoluiu enormemente desde a sua estreia com “Chaotic System” (1999), compreendeu as mudanças de rumo do universo metálico e não se apegou ao passado, traçando o seu próprio caminho pelo nosso underground, com personalidade, ousadia e uma boa dose de criatividade. o metal nacional precisa de mais grupos como o Eminence.




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