Royal Hunt – Paradox (Um Metal por Dia)

Royal Hunt – Paradox

O Royal Hunt, um dos principais expoentes da música pesada dinamarquesa, se tornou também um dos ícones do metal progressivo quando o seu quarto trabalho de estúdio chegou às lojas, em 1997

Inspirado em temas ligados à fé e à religião, o conceitual “Paradox” mostra a técnica e a criatividade de DC Cooper (vocal), Jacob Kjaer (guitarra), Steen Mogensen (baixo), André Andersen (teclado) e Allan Sorensen (bateria).

Com um repertório complexo e bastante dinâmico, o registro não é marcado pelos excessos e transita com naturalidade entre os riffs pesados, as melodias cadenciadas e os elementos orquestrais. As dez composições do álbum, brilhantemente construídas dentro do estúdio, também chamam a atenção pela sua quantidade impressionante de variações rítmicas.

DC Cooper, um exímio frontman, é quem conduz tudo com muita destreza, dando intensidade e um toque emotivo bastante interessante ao material. Muito bem-recebido pelo público e pela imprensa especializada, “Paradox” vendeu mais de um milhão de cópias – um feito e tanto para uma banda que não contava com o suporte de uma gravadora renomada – e deixa claro toda a ambição do Royal Hunt, que buscava contornar a sua obra com uma grandiosidade de arranjos e uma sensibilidade poucas vezes vista no mundo do Heavy Metal.

Os melhores momentos do registro são as densas e diversificadas “River of The Pain“, “Tearing Down the World“, “Message to God” (cujo refrão é sensacional), “Time Will Tell” e “It’s Over“. Com menos de 10 mil ouvintes mensais no Spotify, o quinteto de Copenhagen ainda não tem o reconhecimento que merece nas plataformas de streaming, mesmo que “Paradox” seja um álbum impecável.




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