Jason Becker – Perpetual Burn (Um Metal por Dia)

Jason Becker – Perpetual Burn

Jason Becker, que já era reconhecido pelo seu trabalho ao lado de Marty Friedman no Cacophony, gravou um ótimo disco solo antes de ser diagnosticado com uma doença degenerativa rara, chamada esclerose lateral amiotrófica

O jovem guitarrista, aclamado como um dos prodígios da cena rock’n’roll e requisitado por gente do calibre de David Lee Roth, mostrou todo o seu talento em “Perpetual Burn”, que chegou às lojas em 1988.

Lançado pela conceituada Shrapnel Records, o registro instrumental transita entre o hard rock e o metal progressivo, absorvendo muitas influências da música clássica. privilegiando os solos virtuosos e cheios de feeling, o registro foi quase que inteiramente executado por Becker, que também ficou encarregado do baixo e do teclado, deixando somente a bateria para Atma Anur (Tony Macapline e Richie Kotzen).

Com apenas 19 anos na época, o guitarrista norte-americano conseguiu deixar claro o porquê de tanto oba-oba em torno do seu nome, já que técnica, criatividade e bom gosto são os três pilares do álbum. Sem esquecer dos riffs pesados ao mesmo tempo que busca uma abordagem mais rebuscada para o material, “Perpetual Burn” tem tudo aquilo que um disco instrumental precisa para não cair na monotonia ou se perder em meio a exageros.

Com composições dinâmicas e diretas, Jason Becker não faz rodeios e coloca a sua performance sempre em primeiro plano, sem deixar o clímax e a grandiosidade dos seus solos somente para o final. “Altitudes”, “Perpetual Burn”, “Mabel’s Fatal Fable”, “Temple of The Absurd”, “Eleven Blue Egyptians” e “Opus Pocus” são os principais momentos do disco, que é citado como o ápice da sua carreira, que surpreendentemente dura até hoje. mesmo que tenha perdido a capacidade de falar e de se movimentar, Becker segue compondo com o auxílio de um computador especial. “Triumphant Hearts”, o seu álbum mais recente, saiu em 2018.




Sobre o autor