Ihsahn – Arktis (Um Metal por Dia)

Ihsahn – Arktis

Mente criativa do Emperor, Ihsahn tem uma carreira solo bastante consistente, mas sem tanta proximidade com o Black Metal nervoso da sua banda principal

Incorporando influências do death melódico, do metal progressivo e um pouco do gothic e do doom metal, o multi-instrumentista soltou em 2016 o seu sexto trabalho individual, intitulado “Arktis“.

Gravando quase tudo e deixando somente a bateria sob responsabilidade de Tobias Andersen (ex-Leprous), o músico norueguês criou aqui um repertório complexo, denso e cheio de camadas. A fúria do metal extremo, apesar de ser o elemento comum das 11 faixas do registro, acaba dividindo espaço com a melancolia, com os andamentos arrastados e com os detalhes eletrônicos, que deram uma nova amplitude àquilo que há de mais raivoso na discografia de Ihsahn.

Agregando as participações especiais do líder do Trivium Matthew kiichichaos Heafy e do músico de jazz jorgen Munkeby, “Arktis” é maior que todos os rótulos e mostra que uma das maiores lendas do Black Metal escandinavo ainda tem muito o que acrescentar ao Heavy Metal contemporâneo.

Diversificado, pesado e introspectivo, os melhores momentos do álbum são as faixas “Disassembled“, “Mass Darkness“, “My Heart Is of The North“, “South Winds“, “Until I Too Dissolve“, “Frail” e “Celestial Violence“.

Produzido pelo mestre Jens Bogren, “Arktis” teve uma ótima repercussão pelo cenário europeu e evidencia uma beleza surpreendentemente incomum, em meio à tanta obscuridade.

Ihsahn é, sem dúvida alguma, um dos nomes mais geniais provenientes daquela grande onda do metal extremo norueguês da década de 90.




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