Viper – Evolution (Um Metal por Dia)

Viper – Evolution

Com a saída de Andre Matos, o Viper precisou se reinventar. A banda, que já era considerada um dos principais expoentes do metal nacional e gozava de um prestígio também no exterior, efetivou o baixista Pit Passarell no posto de vocalista e embarcou rumo à Europa, no início de 1992, para gravar o seu terceiro trabalho de estúdio.

Produzido por Charlie Bauerfeind, “Evolution” fugiu um pouco do metal melódico do antecessor “Theatre of Fate” (1989), para adotar uma sonoridade mais crua e direta, próxima ao heavy tradicional com pitadas de Speed Metal.

O quarteto, que ainda contava com Felipe Machado e Yves Passarell (guitarras) e Renato Graccia (bateria) na época, concebeu uma obra madura, que trouxe em suas letras temas relacionados ao meio ambiente e à discriminação. Distribuído no brasil pela gravadora Eldorado e licenciado para a Europa e para o Japão, o disco chama a atenção por conta da sua agressividade, do seu equilíbrio e da postura do Viper diante do seu novo momento.

Os riffs pesados, a abordagem moderna, os refrãos cheios de ganchos e aquela pegada quase Thrash Metal são as características principais do material, que é diversificado e cheio de composições memoráveis. “Coming from The Inside”, “Evolution”, “Rebel Maniac”, “Dead Light”, “The Shelter”, “Still the Same”, “Wasted”, “The Spreading Soul” e a versão de “We Will Rock You” (do Queen) são imprescindíveis e candidatas a hit.

Rompendo com o seu passado para traçar um outro caminho para o futuro, o Viper acabou ousando demais em “Coma Rage” (1995) e “Tem Pra Todo Mundo” (1996), perdendo demais a sua essência em meio ao hardcore do primeiro álbum e do pop rock em português do segundo registro.

Evolution”, apesar de nunca ser considerado um item imprescindível da discografia da banda, é sensacional e importantíssimo para a consolidação do Heavy Metal no Brasil, em tempos de Monsters of Rock, Rock in Rio e de grandes turnês que passaram por aqui.




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