Rolling Stones – Let It Bleed (Um Metal por Dia)

Rolling Stones – Let It Bleed

O Rolling Stones já era um dos maiores nomes do rock quando o seu oitavo trabalho de estúdio chegou às lojas, em 1969

O grupo britânico, cuja relação conturbada com o guitarrista Brian Jones começava a ficar insustentável, se afastava cada vez dos seus primórdios para construir uma trajetória com bastante personalidade, incorporando um pouco do Hard Rock e do Country.

Com aquela sonoridade sempre enérgica e canções que se tornaram clássicos absolutos, “Let It Bleed” teve um desempenho comercial extremamente satisfatório, levando a banda ao topo das paradas dos Estados Unidos e da Inglaterra, superando até mesmo o excepcional “Abbey Road”, dos Beatles.

Se o direcionamento básico de “Live with Me” e de “Monkey Man” se tornaram a marca registrada dos Stones, é bastante perceptível que Mick Jagger e Keith Richards queriam dar ao disco uma abordagem sonora mais ampla e sofisticada. O piano, a harpa, o vibrafone, as congas e o saxofone são alguns dos elementos que agregaram uma boa complexidade ao instrumental da banda, que ainda traz um supertime de backing vocals na sensacional “Gimme Shelter” e um coral de verdade na emblemática “You Can’t Always Get What You Want”.

Com um repertório cheio de contrapontos, a pegada folk de “Country Honk” e de “You Got the Silver” e o viés mega trabalhado de “Let It Bleed” e de “Midnight Rambler” mostram como o álbum um registro dinâmico e diversificado, que tentava se desprender do seu passado blues para construir um caminho muito particular, sem aquela urgência imposta pelas gravadoras. numa linha evolutiva desde o antecessor “Beggars Banquet” (1968), o Rolling Stones deu aqui o seu primeiro passo rumo à eternidade. A obra, que é citada por muitos fãs como o seu disco favorito, também está na 32ª posição da lista “500 melhores discos de todos os tempos”, da revista Rolling Stone.




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