Motörhead – Aftershock (Um Metal por Dia)

Motörhead – Aftershock

Aftershock” não é o melhor disco do Motörhead, obviamente, mas é um trabalho que mostra como a banda se manteve relevante até os seus últimos dias.

Lançado em 2013, quando Lemmy Kilmster já lutava contra um câncer no cérebro e um tumor no pescoço, o 21º álbum do grupo atrasou um pouco para ficar pronto, justamente por conta desses contratempos médicos, mas tem tudo aquilo que fez o Motörhead ser tão querido pelos headbangers mundo afora.

Produzido pelo multipremiado Cameron Webb, que acompanhava o trio britânico desde os tempos do clássico “Ace Of Spades“, “Aftershock” foi muito bem-recebido pelos fãs e pela crítica especializada, alcançado um honroso lugar no top 30 da Billboard e uma indicação ao Grammy, na categoria “Melhor Performance De Metal“.

Lemmy, Phil Campbell e Mikkey Dee, que encarnaram o último line-up do Motörhead, mantiveram aqui a essência suja da banda, adicionando boas doses de blues à uma sonoridade que conta com riffs pesados e com o acompanhamento de uma cozinha bastante intensa.

Com 14 composições rápidas e fortes, “Aftershock” tem também os seus momentos de genialidade, que acabam aparecendo uma vez ou outra ao longo dos seus 50 minutos de duração.

Explorando uma certa diversidade entre as suas faixas, o álbum vai de canções mais pesadas, como “End Of Time” e “Going To Mexico“, a outras com uma pegada mais rock’n’roll, como “Do You Believe“, “Death Machine” e “Silence When You Speak To Me“.

Os melhores momentos do disco, no entanto, ficam por conta da vigorosa “Heartbreaker” (único single) e da cadenciada “Lost Woman Blues“, que ficam em um nível bem acima da demais.

Já debilitado, Lemmy começava a dar os indícios em “Aftershock” de que não continuaria em atividade por muito tempo.

O registro, só por isso, já merece a sua atenção.





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