Opeth – Still Life (Um Metal por Dia)

Opeth – Still Life

O Opeth, uma das bandas mais criativas do cenário sueco, iniciou a sua trajetória muito próximo ao metal extremo e, aos poucos, foi se distanciando da brutalidade para adotar uma sonoridade refinada e progressiva.

O grupo, que havia conquistado o seu espaço com o ótimo e conceitual “My Arms, Your Hearse“, de 1998, voltou já no ano seguinte com aquele que pode ser apontado como um dos seus trabalhos mais completos e abrangentes.

Still Life“, único registro dos caras com o suporte da gravadora britânica Peaceville Records, teve a sua produção assinada pelo renomado Fredrik Nordström e mostra uma banda que ainda executava um death metal complexo, melódico e cheio de elementos acústicos e atmosféricos.

Com um repertório extenso e muito bem elaborado, em que todas as sete músicas giram em torno dos nove minutos de duração, a obra evidencia o brilhantismo do vocalista e guitarrista Mikael Akerfeldt como compositor.

Sem se prender a nenhuma fórmula, o Opeth conseguiu criar um álbum denso e forte, que chegou a ser considerado, por publicações do tamanho da Metal Hammer e da Loudwire, um dos clássicos do metal nos anos 90.

O trabalho caprichado de guitarras e a versatilidade da voz de Akerfeldt, que vai do gutural ao limpo com muita facilidade, são algumas características que colocam “Still Life” entre os melhores daquela década.

Sem uma faixa para chamar de destaque, já que todas tem a sua importância dentro do repertório, o disco é conceitual, assim com o seu antecessor, e conta a história de um rapaz que retorna à sua cidade natal após ser banido de lá, por não ser um homem de fé.

A melancolia e a raiva são dois sentimentos que foram transformadas em belíssimas harmonias, em canções como “The Moor“, “Godhead’s Lament“, “Moonlapse Vertigo” e “White Cluser”.

Still Life” é grandioso, cheio de detalhes e pode agradar quem curte black metal, doom e metal progressivo, quase que da mesma forma.





Sobre o autor