Heathen – Empire Of The Blind (Um Metal por Dia)

Heathen – Empire Of The Blind

O Heathen, apesar de ser um dos nomes mais antigos da cena thrash de São Francisco, nunca conseguiu atingir o mesmo nível de alguns dos seus conterrâneos, como Exodus, Testament e Metallica.

A banda, que não decolou nem mesmo com o ótimo debut “Breaking The Silence“, interrompeu as suas atividades logo após “Victim Of Deception” sair sem estardalhaço, em 1991.

De volta à ativa dez anos depois, o grupo parecia pouco interessado (ou com preguiça demais) para dar continuidade à sua carreira. Se de lá para cá a banda havia lançado apenas um álbum, foi o contrato com a Nuclear Blast South America que fez o Heathen reencontrar a motivação e retornar ao estúdio mais uma vez, em 2019.

Empire Of The Blind“, que chegou às plataformas de streaming em setembro, é o trabalho mais recente do grupo e uma nova tentativa de ocupar o seu espaço.

Apenas com o guitarrista Lee Altus da formação original, o Heathen conta hoje com o vocalista David White, com o guitarrista Kragen Lum e com os estreantes Jason Mirza (baixo) e Jim Demaria (bateria), numa obra que recupera a sonoridade clássica do thrash da bay area.

Sem invencionices ou modernidades, o grupo ainda não deve alcançar uma boa rentabilidade comercial com o material, mas certamente voltará a ser lembrado como um dos expoentes do estilo.

Com boas chances de entrar nas listas dos melhores de 2020, “Empire Of The Blind” é um disco bem construído, com andamentos diversificados e com composições de impacto.

Escrito inteiramente por Kragen Lum, o repertório tem 10 faixas e duas instrumentais curtíssimas, que abrem e fecham o álbum.

A velocidade de “The Blight“, a intensidade de “Empire Of The Blind” e as boas linhas de guitarra de “Sun In My Hand” são alguns dos destaques do disco, que mantém um bom pique nos seus 47 minutos de duração.

A boa produção, assinada por Zeuss (Rob Zombie e Hatebreed), também valorizou o resultado final da obra, que ainda tem outras três canções agressivas chamando a atenção, “Blood To Be Let“, “In Black” e “The Gods Divide“.

Vale a pena conferir e notar que, apesar de funcionar em contenção criativa, o Heathen nunca enferrujou.





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