Megadeth – Rust In Peace (Um Metal por Dia)

Megadeth – Rust In Peace

O Megadeth, que já havia aparecido aqui com o ótimo e praticamente esquecido “Endgame“, certamente voltaria, em um outro momento, com aquela que é a sua obra de maior destaque.

Item mais impressionante de toda a discografia da banda, “Rust In Peace“, que chegou às lojas em 1990, também é considerado por diversas publicações especializadas, como a Decibel Magazine e a Kerrang! Magazine, um dos álbuns mais importantes do heavy metal de todos os tempos.

Alcançando posições apenas razoáveis nos charts dos Estados Unidos e da Inglaterra, mas agraciado com uma indicação ao Grammy na categoria “Melhor Performance De Metal“, Dave Mustaine, David Ellefson & Cia. conseguiram se tornar verdadeiramente grandes aqui, após uma nítida crescente a partir dos seus três discos anteriores.

Produzido por Mike Clink, cujo trabalho ao lado do Guns N’ Roses (“Appetite For Destruction“) e do Metallica (“And Justice For All“) estava sendo bastante elogiado, “Rust In Peace” é um registro maduro, diversificado e com um conjunto imponente de nove composições.

O Megadeth, que tinha o seu melhor line-up na época, com o guitarrista Marty Friedman e o baterista Nick Menza, foi responsável por dar uma sobrevida ao som pesado, num período em que estilo começava a perder espaço para o grunge.

Além de fazer um retrato bastante honesto das qualidades individuais do quarteto norte-americano e da capacidade de Mustaine como compositor, o disco ainda é marcado por uma consciência política e social, ao falar sobre guerras, religião e drogas, de maneira bastante crítica.

Holy Wars… The Punishment Due“, “Hangar 18” e “Tornado Of Souls” são composições perfeitas.

Além dessas, “Take No Prisoners“, “Lucretia” e “Rust In Peace… Polaris” complementam, com maestria, o repertório pesado e requintado do álbum.

Aliás, não é por acaso a bela referência feita ao “Rust In Peace” no livro “1001 Álbuns Que Você Deve Ouvir Antes De Morrer“.





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