Black Sabbath – Heaven And Hell (Um Metal por Dia)

Black Sabbath – Heaven And Hell

O Black Sabbath, que vivia de momento complicado no final da década de 70, muito por causa das drogas e da disputa de egos, precisou passar pela sua primeira mudança de formação para não perder a sua relevância.

Se “Technical Ecstasy” e “Never Say Die!” tiverem um desempenho comercial bem abaixo da média, a banda conseguiu dar a volta por cima já com o seu trabalho seguinte.

Heaven And Hell“, que chegou às lojas em abril de 1980, recolocou o Black Sabbath no top 10 das paradas britânicas e vendeu mais de um milhão de cópias nos Estados Unidos, outro mercado em que o quarteto estava perdendo espaço.

Marcando a estreia do vocalista Ronnie James Dio, o disco é considerado um dos principais itens de toda a discografia do grupo, sendo eleito o 37º melhor álbum de metal de todos os tempos pela revista Rolling Stone.

Com composições mais maduras, que deixam de tratar de temas obscuros para adentrar no mundo da magia e do misticismo, o Black Sabbath contou com a contribuição do produtor estreante Martin Birch para chegar em um resultado final que não poderia ter sido melhor.

Os riffs sempre sensacionais de Tony Iommi, o ótimo encaixe de baixo e de bateria e a performance espetacular de Dio, que também estreava como letrista, deixam claro que o Black Sabbath recuperava aqui todo o seu brilho.

Diferente dos discos da fase Ozzy, “Heaven And Hell” é menos visceral que os seus antecessores, mas compensa essa perda de intensidade com um instrumental mais técnico, melhor lapidado e rico em detalhes, que ainda contou com a participação do tecladista Geoff Nicholls.

Neon Knights“, “Children Of The Sea“, “Lady Evil“, “Heaven And Hell“, “Wishing Well” e “Die Young” são algumas das melhores faixas do registro, com ótimas melodias e refrãos pegajosos, entrando de cabeça no heavy tradicional e naquilo que constituiria a New Wave of British Heavy Metal (N.W.O.B.H.M.).

Artisticamente inspirado e executado com maestria, “Heaven And Hell” completou 40 anos em 2020, mantendo o seu status de clássico intacto e eternizado.





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