The Who – Quadrophenia (Um Metal por Dia)

The Who – Quadrophenia

O The Who, um dos nomes seminais do rock’n’roll, começou a se tornar gigantesco quando a opera rock “Tommy” chegou às lojas, em 1969.

A banda, que vinha de uma sequência de trabalhos simples (e eficientes), gostou tanto do formato que preparou para 1973 o seu segundo trabalho conceitual.

Quadrophenia“, que narra a jornada de autodescobrimento de um jovem mod inglês, fez sucesso suficiente para estar presente em diversas listas dos melhores discos de todos os tempos, elaboradas por publicações de bastante credibilidade, como a britânica Q Magazine e a Rolling Stone.

Com uma sonoridade mais sofisticada se comparada com “Tommy“, a sexta empreitada fonográfica do The Who é totalmente diferente daquilo que o quarteto estava acostumado a fazer.

Quadrophenia” é uma obra elaborada com maestria, recheada com timbres vigorosos, rico em detalhes e que vai na contramão da simplicidade.

Concebido inteiramente pelo genial Pete Townshend, o álbum precisou de apenas dois meses para ser gravado, no próprio estúdio do The Who, e mostra como Roger Daltrey, John Entwistle e Keith Moon também são/eram músicos espetaculares.

Produzido pela própria banda em uma transgressora (para a época) mesa de som de 16 canais, as escolhas e os aspectos técnicos que tangem o disco só evidenciam como o grupo tinha mesmo a pretensão de tornar “Quadrophenia” grandioso.

Adicionando teclados, banjo, violoncelo, elementos eletrônicos e até uma trompa (que foi tocada por John Entwistle), a banda conseguiu superar as expectativas com um conjunto de 17 composições poderosas.

“The Real Me“, por exemplo, é intensa e conta com uma performance irrepreensível de Roger Daltrey, podendo estar entre as melhores canções já criadas pelo The Who.

Cut My Hair“, “The Punk And The Godfather“, “‪5:15‬” e “Doctor Jimmy” também chamam atenção, assim a épica “Love Reign O’er Me“, outro clássico absoluto.

Quadrophenia“, que inicia e encerra de forma brilhante, certamente tem o seu lugar no Hall Of Fame do Rock.

O disco, que já ganhou edições e turnês comemorativas, assim como uma versão ao vivo com a Royal Philharmonic Orchestra, nunca deixará de ser uma influência para quem curte hard rock e heavy metal.





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