Tokyo Blade – Night Of The Blade (Um Metal por Dia)

Tokyo Blade – Night Of The Blade

Apesar de ser um dos pilares da New Wave of British Heavy Metal (N.W.O.B.H.M.), o Tokyo Blade é uma banda que até hoje não tem o devido reconhecimento.

O grupo britânico, que iniciou a sua trajetória com um disco autointitulado, aclamado pela crítica e pelo público, não conseguiu se firmar no cenário, encerrando a suas atividades em 1991.

Depois de uma primeira tentativa de retorno fracassada, a banda retomou as suas rédeas em 2007, permanecendo estável (e curiosamente com a sua formação praticamente original) até hoje.

Se o Tokyo Blade não tem nenhum álbum de grande destaque na sua fase recente, é nos primórdios do grupo que estão as suas melhores obras, que podem ser consideradas verdadeiras pérolas do Heavy Metal.

Night Of The Blade“, de 1984, é um desses registros. Gravado no interior da Inglaterra ao lado de um produtor nada famoso, chamado Roy Neave, o disco marcou a estreia do vocalista Vicki Wright, que duraria pouquíssimo tempo no line-up.

Lançado pelo minúscula Powerstation Records, mas distribuído na Europa e nos Estados Unidos pela Roadrunner, o segundo trabalho de estúdio do quinteto tem pouco mais de 30 minutos de duração e um conjunto bastante potente de oito composições, que transitam entre o Heavy tradicional e o Hard Rock, sempre com bastante desenvoltura.

Someone To Love“, “Night Of The Blade“, “Rock Me To The Limit“, “Unleash The Beast” e “Lightning Strikes (Straight Through The Heart)” são os melhores momentos do álbum, que conseguiu compilar, em todo o seu repertório, riffs envolventes, melodias fortes e refrãos pegajosos.

Com algumas pequenas escorregadas, que ocorreram somente quando a banda tentou soar excessivamente comercial, “Night Of The Blade” é um disco que, mesmo com o status de clássico, é pouco conhecido pelo grande público headbanger, mesmo estando no Spotify em uma versão expandida, com oito faixas bônus.

Quer uma prova?! o Tokyo Blade tem só 30 mil ouvintes mensais na plataforma, enquanto que o Diamond Head, uma banda mais ou menos da mesma representatividade, tem 300 mil.

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