Dark Tranquillity – Damage Done (Um Metal por Dia)

Dark Tranquillity – Damage Done

Assim como todas as bandas de Death Metal melódico da Suécia, o Dark Tranquillity tem uma carreira repleta de transformações.

Às vezes incorporando elementos eletrônicos, em outras adotando vocais limpos ou guturais. O grupo lançou, em 2002, aquele que pode ser considerado o seu melhor trabalho de estúdio até hoje. Deixando os experimentalismos sonoros à parte, o Dark Tranquillity promoveu uma retomada às suas origens em “Damage Done“.

Com linhas de guitarra mais consistentes e uma performance cheia de agressividade do vocalista Mikael Stanne, o sexto álbum dos suecos ganhou uma intensidade rítmica bastante interessante, através de 11 composições diretas e rápidas, que certamente foram feitas para encher os alto-falantes de qualquer aparelho de som com muito peso.

Produzido por Fredrik Nordstöm, nome quase sempre vinculado às bandas de Power Metal da escandinávia, “Damage Done” foi muito bem recebido pelo público e pela crítica, ao ponto do Dark Tranquillity aproveitar o embalo e soltar, no ano seguinte, o DVD Ao Vivo “Live Damage“.

Apesar das características do Metal Extremo estarem mais à frente, há toda aquela pompa melódica do Gothemburg Sound no repertório do disco, sem muitas firulas, e que tem como destaques as faixas “Hours Passes In Exile“, “The Treason Wall“, “Damage Done” e “Cathode Ray Sunshine“.

Sem a mesma imponência comercial do In Flames ou do Soilwork, dois dos seus conterrâneos de maior sucesso, o Dark Tranquillity se acostumou a correr por fora.

Se os trabalhos recentes da banda são um pouco controversos até para os fãs mais dedicados, os mais antigos, como o “Damage Done“, valem a pena.





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