Glory Opera – Rising Moangá (Um Metal por Dia)

Glory Opera – Rising Moangá

O Glory Opera, em atividade desde os anos 90, é um dos expoentes do Metal da região norte do Brasil.

O grupo amazonense soltou em 2002 o seu primeiro e elogiado trabalho de estúdio, chamado “Rising Moangá“, via Megahard Records. Com uma sonoridade entre o Metal Melódico e o Metal Progressivo, a banda aproveitou o fator local para fugir de todas as obviedades do gênero, principalmente no que diz respeito à temática das suas letras.

Os mitos e as lendas do Amazonas estão presentes em todas as 11 faixas do álbum, desde a introdução “Boto” até a instrumental “The Path Of Waters“, que fecha o material.

Com um produção de altíssimo nível, que nem parece ser de um disco de estreia, “Rising Moangá” também chama a atenção pela qualidade técnica dos músicos envolvidos na gravação, principalmente do vocalista Humberto Sobrinho (eleito depois um dos melhores vocalistas do país), do guitarrista Jean Rothen e do baterista Helmut Quacken (que chegou a ser cogitado para substituir Ricardo Confessori no Angra).

Com um repertório complexo e bastante diversificado, o álbum – não por acaso – teve força suficiente para colocar o Glory Opera imediatamente no primeiro escalão do Metal brasileiro, abrindo diversos shows internacionais e participando do conceituado Festival Brasil Metal Union, em São Paulo.

Entre as faixas, os destaques ficam por conta de “Endless Sin“, “One Step Behind“, “Half Of Darkness” (cheio de referências à música brasileira), “Holy Prophecies” e “House Of Flutes“.

Quem gostar de “Rising Moangá” também pode ouvir nas plataformas digitais o segundo disco da banda, “Equilibrium“, de 2007.

Uma pena que, com tantas reformulações internas, o grupo nunca conseguiu manter uma linha constante de lançamentos.

Talento é algo aue nunca faltou para o Glory Opera.





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