Imago Mortis – Vida: The Play Of Change (Um Metal por Dia)

Imago Mortis – Vida: The Play Of Change

O Imago Mortis, uma banda que soube (como poucas) construir a sua trajetória dentro do Metal nacional, lançou discos verdadeiramente impressionantes, mas que tiveram uma exposição midiática bem abaixo do que realmente mereciam.

Com muita originalidade e ousadia, a banda carioca colocou nas lojas, no final de 2002, um trabalho conceitual e complexo, que só evidenciou toda a capacidade criativa de um grupo que ainda iria crescer bastante.

Vida: The Play Of Change“, que conta a história de uma pessoa que sofre de uma doença terminal, desde a descoberta até a morte, é um álbum extremamente bem elaborado, em que o Doom, o Gótico, o Stoner e o Heavy Tradicional caminham juntos e passam por um processo de mutação, à medida que o repertório transcorre e os diferentes sentimentos vêm à tona.

De forma muito competente, e de um jeito que até é difícil traçar comparações, o Imago Mortis criou um disco denso, introspectivo e que deixa transparecer, de modo realmente brilhante, angústia, raiva, tristeza e resiliência.

A arrastada “Long River“, as pesadas “Pain” e “Envy“, a melódica “The Silent King” e a bonita “Saudade” dão a cara de um álbum muito variado e completo, em que o vocalista Alex Voorhees conseguiu chamar para si todo os holofotes, com uma performance de encher os olhos (e os ouvidos).

Vida: The Play Of Change” é uma obra-prima do metal nacional. Um registro totalmente fora da curva, impactante e montado tipo um quebra-cabeça, só que com muita ambição.





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