Mötley Crüe – New Tattoo (Um Metal por Dia)

Mötley Crüe – New Tattoo

Os primeiros discos do Mötley Crüe, de “Too Fast For Love” a “Dr. Feelgood“, certamente estão entre os prediletos dos fãs.

Os álbuns desse período, que atingiram o topo das paradas da Billboard e venderam juntos 20 milhões de cópias somente nos Estados Unidos, têm força suficiente para ofuscar tudo aquilo que a banda lançou depois do rompimento da sua formação clássica.

New Tattoo“, que chegou às lojas em 2000, é um dos trabalhos mais subestimados do Mötley Crüe, com um repertório de muito potencial e cheio de hits que não vingaram. Com Vince Neil de volta, mas sem Tommy Lee nas baquetas pela primeira vez, o grupo californiano recrutou o ex-Ozzy Osbourne Randy Castillo para fazer um álbum que dividiu a crítica e que não deslanchou comercialmente, vendendo apenas 200 mil unidades.

Mesmo assim, é inegável que o produtor Mick Clink, que já havia trabalhado com o Megadeth e com Metallica, deu um novo vigor à sonoridade dos caras, explorando linhas de guitarra mais pesadas e um baixo-bateria mais unido.

Se o single “Hell On High Heels” chegou a conquistar um bom lugar nos charts, o restante de “New Tattoo” pouco se projetou. E olha que faixas boas não faltam! “Threat Me Like The Dog I Am“, “Dragstrip Superstar“, “1st Band On The Moon“, “Shee Needs Rock & Roll“, “Punched In The Teeth By Love“, “Fake” e as baladas “New Tattoo” e “Hollywood Ending“, assim como a venenosa “Porno Star“, que faz uma crítica ao polêmico vídeo de Tommy Lee e Pamela Anderson, dão os indícios de que a banda vivia um momento inspirado na época, mesmo que sem reconhecimento.

Um ano depois, Randy Castillo deixaria a turnê do álbum para tratar um câncer. Com a morte do baterista, a banda entrou em um hiato e retornou somente em 2004, com Tommy Lee no barco novamente e descartando todas as composições de “New Tattoo“, que nunca mais foram tocadas ao vivo. Uma pena.





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