Sentenced – The Cold White Light (Um Metal por Dia)

Sentenced – The Cold White Light

De vida relativamente curta, o Sentenced é uma banda cuja sonoridade não é fácil de ser rotulada.

Com influências do Death Metal melódico, mas absorvendo também muitas referências do Gothic Rock e do Doom Metal, o grupo finlandês lançou oito discos enquanto esteve em atividade, de 1992 a 2005.

Aclamado até hoje na Escandinávia, o Sentenced começou a se tornar verdadeiramente grande em 2002, quando “The Cold White Light” chegou às lojas, inclusive no Brasil, via Century Media Records.

Com um viés nitidamente mais comercial se comparado com os seus trabalhos anteriores, a banda conseguiu atingir aqui o topo das paradas da sua terra natal com o single “No One There” e excursionou mundo afora, com diversas datas no concorrido circuito norte-americano, ao lado de Lacuna Coil, In Flames e Killswitch Engage.

The Cold White Light“, apesar de manter a essência depressiva do quinteto intacta, apostou em um conjunto de composições mais fáceis de serem assimiladas, sobretudo pelo grande público, tendo a voz de Ville Laihiala no primeiro plano.

Além da performance louvável do seu frontman, o grupo ainda se aproveitou do talento da dupla de guitarristas Miika Tenkula (falecido em 2009) e Sami Lopakka, não só como grandes instrumentistas, mas também como exímios compositores.

Explorando melodias arrastadas, em composições que dão vazão a momentos de peso e de melancolia, o repertório do álbum é carregado de sentimento e mantém a sua intensidade lá no alto, do início ao final dos seus 45 minutos de duração.

Cross My Heart And Hope To Die“, “Neverlasting“, “Excuse Me While I Kill Myself“, “Blood & Tears” e o hit “No One There” são os melhores momentos do registro, que não teve a errônea pretensão de ofuscar o seu lado visceral para apostar em uma abordagem mais sofisticada, que nada teria a ver com a identidade do Sentenced.

The Cold White Light” até pode ter torcido o nariz de quem prefere a crueza agressiva do debut “Shadows Of The Past“, mas não dá para negar os seus méritos.





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