Poetas Vivos dão continuidade à série de encontros virtuais que buscam debater temas considerados tabus em âmbitos escolares

Como as relações interpessoais e os estereótipos dados na escola podem interferir diretamente na autodeclaração e pertencimento de estudantes negros? Qual a importância de criar uma rede de apoio que desconstrói o padrão homem-mulher cisgênero heterossexual? Como a falta de representatividade do corpo docente perpetua e reforça estigmas e estereótipos dos alunos?

Responder estas questões é o desafio que se impõe aos participantes da mesa “Afeto, o caminho para uma sociedade melhor”, que integra o terceiro episódio do projeto Poetas Vivos – Formando Multiplicadores de Cidadania, que vai ao ar neste próximo sábado, dia 24 de julho, às 15h. Discutindo estas questões, estão a artista Arlequeen Fênix; a universitária Caroline Brasil e o professor e performer Gilian Vinicius, com mediação de Natália Pagot e performance artística de Arlequeen Fenixx, Gilian e Natália. A transmissão é pelo canal do Youtube do coletivo Poetas Vivos (confira o “Serviço”).

O projeto Poetas Vivos – Formando Multiplicadores de Cidadania que busca tratar de temas comportamentais emergentes na sociedade, dentro de âmbitos escolares. Compreende seminários em formato de mesa de debates e apresentações artísticas. Com duração de 12 horas, o projeto é dividido em quatro episódios de três horas. A formação é voltada a educadores sociais, agentes culturais e professores de escolas da rede pública de ensino, com o objetivo de debater temas emergentes na sociedade, como racismo, saúde mental, afeto e autoestima, dentro de âmbitos escolares. A proposta é assinada pela Iniciativa Cultural Poetas Vivos e é coordenada por Felipe Deds, Natália Pagot e Mariana Marmontel, integrantes do coletivo.

Sobre os/as palestrantes:

ArleQueen Fenixx, natural de Porto Alegre, cujo nome social é Duda Fênix, é uma artista transexual de 32 anos. Em 2019, ela começou com a mixtape “Crônicas de uma ANTI-HEROÍNA”, na qual fala de experiências passadas e sua reafirmação travesti por um recomeço de vida. Juntando a vida antes e após a transição, conquistou prêmios importantes, incluindo o prêmio de melhor RAP LGBT pelo Troféu Destaques em 2019 , por sua mixtape e seu single “Má Reputação” (fruto de um edital pela Casa de Hip Hop de Esteio). Hoje, ArleQueen faz parte de quatro coletivos, incluindo Stay Black de Pelotas, Transpoetas (coletivo nacional) do Rio de Janeiro, além de ser “filha” da Casa de Lanceira, casa de cultura estilo ballroom de Porto Alegre.

Caroline Martins Brasil, nascida na cidade de Belém do Pará, 23 anos de idade, é estudante do 9° semestre de Odontologia da UFRGS. É bolsista de extensão com temática racial na mesma universidade e com interesse em temas diversos.

Gilian Vinicius é professor de Sociologia e Filosofia para o Ensino Médio e EJA, em Porto Alegre. Dar aula em escola pública faz todo o sentido para ele, que foi cotista racial na UFRGS. Em 2014 começou uma relação com os alunos, que foi base para renovar suas pesquisas. Também pratica Voguing na Cena Ballroom RS (Casa de Lanceira) e pesquisa educação antirracista por meio de arte e artivismo.

Sobre o projeto:

Poetas Vivos – Formando Multiplicadores de Cidadania tem como objetivo central a inclusão da arte na educação, pautando questões raciais, de gênero e de desigualdades presentes no ambiente escolar. A formação busca aliar a arte de rua, como o Slam e o Hip Hop, a debates referente ao racismo, questões de gênero e LGBTfobia, saúde mental, autoestima e relações interpessoais na escola. Os participantes recebem certificação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, por meio de uma parceria via projeto de extensão realizado com o Grupo de Pesquisa em Socialização, Estratificação e Trajetórias Juvenis e Educacionais (GESET).

A grade artística e técnica reúne profissionais de diversas áreas, como saúde, psicologia, educação, moda, teatro, entre outras. A formação iniciou no dia 10/07 e ocorrem todos os sábados até dia 31 de julho, com transmissão pelo canal do Youtube do coletivo Poetas Vivos. O projeto é viabilizado por meio do Edital Criação e Formação – Diversidade das Culturas, realizado pela Secretaria de Estado da Cultura em Parceria com a Fundação Marcopolo, com recursos oriundos da Lei nº 14.017/2020, a Lei Aldir Blanc.

Sobre a Iniciativa Cultural Poetas Vivos:

Poetas Vivos é uma iniciativa afrocentrada que fomenta a arte e a educação negra e periférica. O coletivo foi criado em 2018 por jovens artistas negros de Porto Alegre e que atua diretamente em escolas, universidades, espaços comunitários e públicos, desenvolvendo oficinas, palestras, batalhas de poesia e freestyle, abordando a ERER, o racismo, a desigualdade econômica, social e ambiental, fomentando a implementação das Leis nº 10.639/03 e nº 11.645/08, que obrigam o ensino da História e Cultura Afro-brasileira, Africana e Indígena em todo o âmbito escolar. Ao longo dos dois anos de existência, a iniciativa cultural já esteve presente nos mais importantes eventos e campeonatos de poesia falada no Estado e no Brasil.

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SERVIÇO:

O Quê: “Poetas Vivos – Formando Multiplicadores de Cidadania”. Apresentação da Mesa “Afeto, o caminho para uma sociedade melhor”. Participam Arlequeen Fenixx, Caroline Brasil e Gilian, com mediação de Natalia Pagot. Atração artística: Arlequeen Fenixx, Gilian e Natália Pagot.  

Quando: Dia 24 de julho de 2021, sábado, às 15h.

Ondehttps://www.youtube.com/channel/UCPpJbhWndfG55PlKk8wo04Q

Informações para a imprensa:
Silvia Abreu

Fotos:
Desirée Moenning


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