O Alabê Ôni, um dos grupos mais relevantes na pesquisa e difusão dos tambores gaúchos e sua cultura praticada por aqui por gigantes como Giba Giba e Mestre Borel, entre tantos outros tamboreiros, ganha destaque e visibilidade no projeto TamboReS – 10 anos do Alabê Ôni.

No ano em que inicia as comemorações dessa trajetória com arte, pesquisa e registros em documentários que ficarão preservados na história do RS, o grupo joga luz sobre a importante influência do povo africano na cultura dos povos do sul do continente. A ideia é fortalecer a rede de histórias orais, comunidades e grupos que fizeram parte desta trajetória, celebrando um processo de amadurecimento do Alabê Ôni, que mergulha no mundo digital a fim de viabilizar seu trabalho nesses tempos de pandemia e disseminar o rico conhecimento sobre a cultura do tambor. O projeto será lançado dia 12 de janeiro e se estenderá até final de abril com uma intensa programação.

Financiado pela Secretaria de Estado da Cultura do RS, Secretaria Especial da Cultura e Ministério do Turismo do Governo Federal, através da Lei Aldir Blanc, TamboReS – 10 anos Alabê Ôni apresentará conteúdo inédito e exclusivo com pesquisa-vivencial de dez anos do grupo em série com doze mini documentários no YouTube, com acessibilidade em libras.

A curadoria dos vídeos segue as linhas de pesquisa e vivências dos integrantes do grupo: Pingo Borel, Griô e Alabê da segunda geração do Batuque de Nação Oyó Idjexá, filho de Mestre Borel; Mimmo Ferreira, músico, compositor e produtor musical que desde a infância teve contato com o ritual do candombe uruguaio e tornou-se a principal referência deste ritmo no Rio Grande do Sul; Richard Serraria, músico e pesquisador que se dedica à valorização da presença negra na construção do RS por meio do protagonismo do tambor sopapo; Tuti Rodrigues, percussionista que vem trabalhando em toda a América, incluindo a região caribenha, onde estabeleceu trocas de aprendizagens com percussionistas em Cuba, Costa Rica, Peru e USA.

Em três grandes eixos, o projeto apresentará a circulação do Alabê Ôni por 114 cidades do país com o Sonora Brasil; a pesquisa e registro da importância do Sopapo, tambor de grandes dimensões característico dos povos do Sul e o projeto Cabobu (SEDAC 1999/2000), desenvolvido em Pelotas por Giba Giba, Mestre Baptista e seu filho que, durante sua realização, construiu 40 tambores de Sopapo doados a grupos de dança e música; e, por fim,  apresentar as novas facetas do extenso material do acervo familiar de Mestre Borel que, por meio do projeto Mestre Borel – Berço do Batuque: Toques e Cantos da Nação Oyó Idjexá, financiado pelo MINC,  Petrobrás, Cadon e Fundação Palmares, resgatou  a memória cultural da Nação Oyó Idejxá e do babalorixá e alabê, Walter Calixto Borel.

Além da websérie em capítulos, o projeto TamboReS – 10 anos do Alabê Ôni propõe cinco lives com convidados da cultura popular e pesquisadores abordando os mestres, suas histórias, tambores e comunidades do RS. A ideia é promover trocas com pesquisadores e artistas brasileiros, nessa programação que reforça e difunde a cultura tamboreira, através do amadurecimento da pesquisa que o Alabê vem realizando ao longo de dez anos. Todo conteúdo será disponibilizado de maneira aberta e livre para qualquer pessoa interessada e a contará com ferramentas de acessibilidade em LIBRAS. O projeto inaugura o início das celebrações dos 10 anos.

PROGRAMAÇÃO

12 de janeiro – lançamento do projeto nas redes sociais do grupo
04 de fevereiro – lançamento das lives no YouTube
02 de março – lançamento da websérie no YouTube

Lives do projeto TamboReS

04 de fevereiro – Batuque de Nação
Entrevista com a mãe de santo YaSandrali e Fernando Tubino, da ARUTEMA Associação Rio-grandina de Umbanda e Terreiros de Matriz Africana de Rio Grande. Bate-papo com Pingo Borel.

11 de fevereiro – Sopapo
Entrevista com José Batista, luthier do Cabobu e com o músico Lucas Kinoshita. Bate-papo com Richard Serraria.

18 de fevereiro – Candombe
Entrevista com Adriana Gonçalves de Bagé, do Ponto de Cultura Pampa sem Fronteiras, articuladora da Comparsa Grillos Candombeiros e Isabel Ramirez Chabela, coordenadora do Grupo Afrogama (mulheres candombeiras de Montevidéu). Bate papo com Mimmo Ferreira.

25 de fevereiro – Atlântico Negro
Entrevista com Entrevistar Alexandre Flores, músico de Cachoeira do Sul com pesquisa sobre musicalidades negras da Bacia do Jacuí e Sr. Faustino, mestre griô coordenador do Ensaio de Pagamento de Promessa em Tavares RS. Bate-papo com Tuti Rodrigues e Richard Serraria.

02 de março – lançamento da web série
Live de lançamento com integrantes do Alabe Ôni e Gilberto Figueiredo e Anderson Muller (SESC)

*Lançamento da Plataforma YouTube com o primeiro capítulo.

Websérie TamboReS – a partir de março nas redes do grupo

1a. parte: Alabem Brasileiro
Os seis primeiros vídeos apresentam o grupo Alabe Ôni e sua excursão pelo Brasil nos anos 2013 e 2014, dentro do projeto Sonora Brasil do SESC/RJ. Os vídeos editados e montados por Gustavo Turck, do Coletivo Catarse trazem os encontros com grupos da cultura popular brasileira, conversas com Mestres e Mestras Griôs, tanto do universo afro quanto do indígena, com opiniões dos integrantes do grupo, assim como do músico Kako Xavier, que fazem a costuradas cenas.

2a.parte: Alabê Ôni enquanto prática social
Esta etapa, composta por seis vídeos, aborda o perfil social do grupo e as conexões com as fontes e influências culturais, espirituais e musicais de seus integrantes ao longo desses dez anos de atividades. Marca também a chegada de um novo membro, Tuti Rodrigues.

A rua que abriga o Candombe e o carnaval gaúcho, o terreiro e o Centro Cultural Mestre Borel levando ao Berço do Batuque, o coletivo no Quilombo do Sopapo o projeto “Pedagogia do Sopapo”, e temas como a relação com o território de luta social, a universidade, o museu, a luthieria, a gravação de Sopapo em estúdio, a criação de imaginário negro no teatro infantil, teatro de sombras e griotismo literário no Sopapo, serão abordados com seus alicerces históricos, mostrando os importantes eventos que marcaram a cultura tamboreira no RS, como o CABOBU ano 2000, O Grande Tambor 2010, DVD AlabêÔni 2013, Berço do Batuque 2017, Pedagogia do Sopapo 2019.

Ficha técnica do projeto

Equipe de coordenação:
Coordenação Geral, Curadoria e Coprodução executiva: Richard Serraria
Coordenação de projeto e Gestão de Produção: Cristiane Cubas
Coordenação de grupo e Produção executiva: Isadora Pisoni
Coordenação de equipe: Alabê Ôni

Equipe de técnica e artística:
Alabês e entrevistadores: Richard Serraria, Mimmo Ferreira, Pingo Borel e Tuti Rodrigues
Curadoria, Direção audiovisual, Captação, Montagem e edição websérie Alabem Brasileiro: Mimmo Ferreira
Codireção audiovisual e edição de imagens do websérie Alabem Brasileiro: Gustavo Turck (Coletivo Catarse)
Codireção de imagens websérie Alabem Brasileiro: Kako Xavier
Griô, Orientação musical, Som direto e Alabê: Pingo Borel
Masterização, tratamento, montagem e edição da websérie Prática Social: Tuti Rodrigues
Direção audiovisual e curadoria websérie Prática Social: Léo Bracht
Montagem, edição e finalização websérie Prática Social: Tally Campos Salva
Consultoria de Curadoria Cultural: Maurício Oliveira
Convidados: Ya Sandrali, José Batista, Lucas Kinoshita, Adriana Gonçalves, Isabel Ramirez Chabel, Alexandre Flores, Mestre Faustino, Maurício de Oliveira, Gilberto Figueiredo e Anderson Muller (SESC-RS)

Equipe de comunicação:
WordPress: Lorena Sanchez
Libras: Simone Dornelles
Mídias sociais: Náthaly Weber
Designer: Rafael Sarmento
Assessoria de Imprensa: Bebê Baumgarten
Consultoria e marketing digital: Carol Cunha

Equipe Administrativa:
Gestão e Administração: Richard Serraria e Cristiane Cubas
Prestação de contas: Cristiane Cubas
Contabilidade: CGE Contabilidade

Crédito do projeto:
Concepção: Alabê Ôni
Curadoria Artística: Alabê Ôni
Correalização: Tarrafa, Centro Cultural Mestre Borel e TS Arte
Realização: Alabê Ôni

Financiamento:
Secretaria de Estado da Cultura do RS, Secretaria Especial da Cultura e Ministério do Turismo do Governo Federal

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