Se as duas primeiras canções do novo álbum de ZéVitor já soam bem distintas uma da outra, a faixa-título, Ressignificar, indica ainda uma terceira via, onde cabem devidamente embaralhados todos os adjetivos usados noutros releases para descrever o cantor e sua já extensa obra em suas diversas nuances: pop, mais intimista, consistente, mas delicado, etc.

Com piano Rhodes e cordas pontuais, o requinte do arranjo é o que mais impressiona. Sem deixar que a tensão entre o discurso e a melodia desloque o sentido do conjunto, a música é senão a unidade orgânica resultante da união perfeita entre a palavra e os intervalos musicais.

Direta ainda que sutil, a letra até guarda alguma semelhança com a segunda, O Jeito que Fala, talvez pelo aspecto apaixonado com que o autor se expõe: “Diz quanto tempo nos sobrou pra reacender/Um encontro entre as chamas que não cessam de arder/Cantei até amanhecer/Como se, de manhã, você fosse aparecer”.

Mas se, ao contrário da primeira, Lua em Escorpião, ZéVitor dispensa o vocabulário místico que lhe é característico, a capa de Lucas Paixão realça esse universo e a impossibilidade do amor descrito na canção.

Por essas e outras, Ressignificar, parece ser o trabalho mais heterogêneo do artista até aqui. Agende-se, para conhecer a música nesta sexta. E o álbum todo, em outubro!

Crédito: Lucas Paixão

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Ana Paula Silveira